Veja as conquistas de Oscar, único brasileiro no Hall da fama da NBA.

O Mão Santa era a maior referência brasileira no basquete.

Divulgação

A lenda do basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), após passar mal em casa. Ele chegou a ser atendido em Santana de Parnaíba, em São Paulo, mas não resistiu. O ex-atleta lutava contra um câncer no cérebro desde 2011. Maior referência brasileira na modalidade, é o único a representar o país no Hall da Fama da NBA.

A liga de basquete americana, considerada a maior do mundo, reconheceu o talento e a qualidade do Mão Santa em 2013, mesmo nunca tendo atuado pela liga. Ele teve a chance de jogar na NBA, mas, em um ato patriótico, abriu mão da oportunidade oferecida pelo New Jersey Nets, em 1984, para se dedicar à Seleção Brasileira.

A escolha valeu a pena. Apenas três anos depois, Oscar escreveu um de seus maiores feitos no esporte em território norte-americano: o ouro no Pan-Americano de 1987, derrubando a invencibilidade dos Estados Unidos em Indianápolis. Schmidt anotou 46 pontos naquela final histórica.

Além de ter sido eternizado no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, ele também foi incluído no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) em 2010. A última conquista foi há cerca de duas semanas: no último dia 8 de abril, ele foi registrado no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Dono de uma precisão fenomenal, Oscar foi, por vários anos, o maior pontuador da história do basquete, com impressionantes 49.737 pontos. A marca foi superada por LeBron James apenas em 2024, 21 anos após a aposentadoria do brasileiro, ocorrida em 2003, aos 45 anos.

O Mão Santa superou marcas de lendas da NBA e tornou-se o maior cestinha de todas as edições dos Jogos Olímpicos. Ele foi o único atleta na história a ultrapassar os mil pontos, anotando 1.093 em cinco participações. Em três delas, terminou a competição como maior pontuador.

Por Kleber Pizão

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