Relatórios da Receita apontam que “Master” declarou pagamentos a políticos e aliados.
Documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado revelam que o grupo investigado conhecido como “Master” declarou repasses financeiros a figuras de destaque da política nacional.

Michael Melo/Metrópoles
Entre os nomes citados estão o ex-presidente Michel Temer, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, o dirigente partidário Antonio Rueda e o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski.
Segundo os relatórios, os valores teriam sido destinados a escritórios de advocacia e empresas de consultoria ligadas a esses nomes. A documentação detalha movimentações financeiras consideradas atípicas, o que levantou suspeitas e motivou o aprofundamento das investigações no âmbito da comissão parlamentar.
A CPI agora busca esclarecer a natureza dos serviços prestados e se os pagamentos possuem relação com possíveis práticas ilícitas. Os citados, por sua vez, ainda não se pronunciaram oficialmente ou negam irregularidades, alegando que as transações ocorreram dentro da legalidade.
O caso amplia a pressão sobre a comissão, que tenta mapear a estrutura financeira de organizações suspeitas de envolvimento com crime organizado e sua possível conexão com agentes públicos.
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