O Irã voltou a fechar o estratégico Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), elevando a tensão no Oriente Médio e colocando em risco o frágil cessar-fogo firmado recentemente com os Estados Unidos.
Estreito de Ormuz Foto: SEPAH NEWS / AFP
A medida foi tomada após novos bombardeios de Israel contra o Líbano, que Teerã considera uma violação direta do acordo.
Autoridades iranianas afirmaram que o país pode abandonar a trégua e retomar ações militares caso os ataques israelenses continuem. Segundo o governo, o cessar-fogo deveria abranger todas as frentes do conflito, incluindo o território libanês — ponto que Israel nega.
Os bombardeios desta quarta-feira são considerados os mais intensos desde o início da guerra no Líbano, deixando dezenas de mortos e centenas de feridos, o que agravou ainda mais o cenário regional.
O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, reacende temores de uma crise energética global e de uma escalada militar de grandes proporções.
A trégua, que havia sido anunciada com duração de duas semanas, durou menos de 24 horas diante do agravamento dos confrontos, aumentando a incerteza sobre os próximos passos do conflito.
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