O governo do Irã não deu sinais de que pretende aceitar o ultimato imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz até o fim desta terça-feira.
O presidente Donald Trump chega da Sala Azul para falar sobre a guerra com o Irã na Casa Branca, na quarta-feira, 1º de abril de 2026, em Washington. Alex Brandon/Pool via REUTERS
A escalada de tensão elevou o tom do conflito, com declarações alarmantes por parte da liderança americana.
Trump afirmou que “uma civilização inteira vai morrer esta noite” caso Teerã não chegue a um acordo de última hora, aumentando ainda mais a pressão internacional e o temor de um confronto de grandes proporções no Oriente Médio.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que os ataques à infraestrutura iraniana não ficarão sem reação. Em comunicado oficial, o grupo afirmou que qualquer retaliação “privará os Estados Unidos e seus aliados na região de petróleo e gás por anos”, indicando possíveis impactos severos no mercado global de energia.
A força militar também convocou a população iraniana a proteger instalações estratégicas, pedindo que civis defendam alvos considerados sensíveis “com seus próprios corpos”, em um sinal claro de mobilização nacional diante da ameaça externa.
O Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo exportado mundialmente, tornou-se novamente o epicentro da crise. Qualquer bloqueio ou conflito direto na região pode provocar efeitos imediatos na economia global, com alta nos preços do petróleo e instabilidade nos mercados internacionais.
A comunidade internacional acompanha o desenrolar da crise com preocupação, enquanto cresce o risco de uma escalada militar sem precedentes entre as duas potências.
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