Primeira sessão presidida por Erika Hilton tem bate-boca.

A nova presidente chegou a desligar o microfone de Julia Zanatta.

Erika Hilton Foto: YouTube Câmara dos Deputados

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) presidiu, nesta quarta-feira (18), a sessão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, marcada por discussões, gritaria e troca de acusações entre parlamentares.

Logo no início, a deputada Chris Tonietto (PL-RJ) levantou questão de ordem e criticou uma publicação de Hilton nas redes sociais. No post, a presidente da comissão escreveu:

– E não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa. Hoje fiz história por mim, que tive minha adolescência e minha dignidade roubada pelo preconceito e discriminação. Hoje fiz história pela minha comunidade, que ainda enfrenta os piores índices em praticamente todos os aspectos da vida social. E é isso que vai ficar: não o ódio, não o ranço, não a raiva dos que tentam nos apagar. Podem espernear. Podem latir – escreveu a psolista.

Em resposta, Hilton afirmou que a mensagem foi direcionada a pessoas que a atacaram na internet com ofensas transfóbicas, negando que tenha se referido a mulheres de forma ofensiva.

Durante a sessão, deputadas do PL pediram moção de repúdio contra a parlamentar, enquanto integrantes da esquerda saíram em sua defesa. Diante do clima de conflito, os trabalhos foram suspensos por cerca de 20 minutos.

Em meio às discussões, o microfone da deputada Júlia Zanatta (PL-SC) foi cortado. Ela cobrava um pedido de desculpas de Hilton por falas feitas em uma sessão do ano passado, quando foi chamada de “feia” e foi orientada a “hidratar o cabelo”.

As deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) também participaram dos embates e criticaram parlamentares da oposição. Em um dos momentos, Melchionna chamou a deputada Clarissa Tércio (PP-PE) de “transfóbica”.

A sessão contou ainda com a presença de apoiadores de Hilton, que reagiram com vaias às falas de deputadas conservadoras. Ao questionar a participação do grupo, Clarissa Tércio ouviu de Sâmia que os apoiadores da direita estavam presos após os atos de 8 de janeiro.

Assista:

 

Por Leiliane Lopes

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