Marinha solicita R$ 1 bi para evitar atraso em submarino nuclear.
Valor é considerado o mínimo necessário para manter o ritmo atual do Programa.

A Marinha alertou que o programa brasileiro para desenvolver o primeiro submarino de propulsão nuclear pode sofrer paralisações parciais caso não receba cerca de R$ 1 bilhão adicionais em 2026.De acordo com informações do Poder360, o valor é considerado o mínimo necessário para manter o ritmo atual do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), responsável pela construção do submarino nuclear Álvaro Alberto, cuja conclusão está prevista para 2037.
Segundo a Marinha, caso setores do projeto precisem ser interrompidos por faltas de recursos, o cronograma seria afetado, e haveria risco para equipes especializadas que atuam no Complexo Naval de Itaguaí (RJ) e no Labgene.
A demanda ocorre em meio ao fortalecimento do debate sobre defesa no governo. Na última segunda-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil precisa reforçar suas capacidades militares para evitar invasões.
Por meio do Prosub, o Brasil já desenvolveu quatro submarinos convencionais: Riachuelo e Humaitá, já operacionais, além de Tonelero e Almirante Karam, ainda em testes. O modelo nuclear permitiria aumentar a capacidade da frota, obter mais velocidade, longos períodos submerso e autonomia praticamente ilimitada.
Em dezembro de 2025, o programa recebeu R$ 1 bilhão antecipado por meio de crédito suplementar autorizado pela Lei Complementar 221/2025. O valor evitou o cancelamento de contratos com o grupo francês Naval Group, parceiro na transferência de tecnologia.
No total, o pacote prevê repasses anuais de R$ 5 bilhões ao Ministério da Defesa até 2031, sendo que, na primeira parcela, a Marinha recebeu R$ 1,89 bilhão, a maior fatia entre as três Forças.
Apesar disso, o orçamento segue pressionado. Com o adiantamento já utilizado, restam cerca de R$ 890 milhões disponíveis para 2026, o que mantém o risco de paralisação parcial do projeto.
A Marinha considera que o investimento de R$ 1 bilhão em 2026 é essencial para evitar interrupções imediatas, embora estime que o nível ideal de investimento anual no programa esteja entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.
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