Médicos investigam caso raro de menina que está encolhendo.

Criança está sendo acompanhada por especialistas de diferentes áreas.

Valerie Jenson Foto: Reprodução | Go Found Me

Uma família nos Estados Unidos busca respostas para uma condição médica rara que está afetando Valerie Jensen, de 6 anos. Nos últimos meses, os pais perceberam algo incomum: o lado direito do corpo da menina parece estar diminuindo de tamanho.

 
Os primeiros sinais surgiram em setembro, quando Valerie começou a reclamar de dores nas pernas. No início, a mãe, Katelynn Jensen, acreditou que se tratava apenas de dores de crescimento. No entanto, a situação piorou rapidamente e a criança passou a sentir dores intensas, chegando a chorar todas as noites.

Com o passar das semanas, outros sintomas chamaram a atenção da família. O dedão do pé direito ficou arroxeado, surgiram hematomas nas pernas e exames revelaram que a perna direita estava cerca de um centímetro menor que a esquerda. Em pouco tempo, médicos também observaram sinais de atrofia no pé.

Diversos testes e exames foram realizados, mas os resultados iniciais não apontaram nenhuma anormalidade clara. Mesmo assim, a condição continuou evoluindo.

Avaliações posteriores indicaram que todo o lado direito do corpo de Valerie – incluindo braço, mão e dedos – está menor que o esquerdo, quadro conhecido como hemiatrofia. Apesar da identificação da condição, os médicos ainda não sabem o que está causando o problema.

– Uma coisa é ser pai ou mãe e simplesmente colocar um curativo e resolver o problema, mas nós não conseguimos. Choramos muito tentando descobrir como ajudá-la. Muitas noites sem dormir. Não sabíamos o que estava acontecendo. Estavam fazendo todos aqueles exames assustadores. Não tínhamos ideia, e ainda não temos – afirmou a mãe de Valerie, Katelynn, à revista People.

Além da assimetria no corpo, Valerie perdeu cerca de 4,5 quilos em cinco meses e passou a apresentar cansaço constante. A menina também sofre quedas frequentes e perdeu os reflexos do lado direito do corpo, o que levanta a suspeita de possíveis alterações neurológicas.

A criança está sendo acompanhada por especialistas de diferentes áreas, incluindo neurologia e genética. Novos exames, como ressonância magnética da coluna, testes de condução nervosa e análises genéticas, estão em andamento para tentar descobrir a origem da doença.

– O que mais me surpreendeu foi a falta de respostas que estávamos recebendo. Normalmente, se reunimos médicos suficientes em uma sala, especialmente de diferentes especialidades, conseguimos ter uma boa ideia do que está acontecendo. Mas, com ela, simplesmente não conseguimos – declarou o médico da família, dr. Craig Steiner.

Enquanto aguardam respostas, os pais criaram uma campanha online para ajudar a custear as despesas médicas e as viagens para consultas. A família afirma que a prioridade agora é entender o que está acontecendo e garantir o tratamento adequado para a filha.

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