Marcola, chefe do PCC, pede para receber benefício dado a Vorcaro.

Defesa do líder da facção defende que encontros em presídio ocorram sem gravação de áudio e vídeo.

Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola Foto: Folhapress/Rogério Cassimiro

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, principal liderança da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), pretende solicitar que seus encontros com advogados na Penitenciária Federal de Brasília ocorram sem gravação de áudio e vídeo.

A solicitação será baseada em uma decisão recente do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a se reunir com seus defensores sem qualquer tipo de monitoramento. Segundo o advogado de Marcola, Bruno Ferullo, o entendimento abre espaço para que o mesmo direito seja aplicado a outros presos.

– Diante desse entendimento firmado pela Suprema Corte, a defesa de Marco Willians Herbas Camacho entende que o mesmo direito deve ser igualmente assegurado, por se tratar de garantia essencial ao exercício da advocacia e ao próprio direito de defesa – declarou.

De acordo com o defensor, será apresentado um pedido formal ao Judiciário para que as reuniões entre cliente e advogado ocorram de forma reservada. A defesa também pretende solicitar que os encontros não dependam de agendamento prévio e que seja permitida a entrada de documentos, além da possibilidade de realizar anotações durante as conversas.

Caso a solicitação não seja aceita pela administração da unidade prisional, os advogados afirmam que podem levar o tema novamente ao STF. Autoridades responsáveis pela segurança desses presídios já manifestaram preocupação com a decisão que beneficiou Vorcaro. A Polícia Penal Federal avalia que permitir exceções ao monitoramento pode comprometer o funcionamento do sistema.

Por Paulo Moura

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