EUA confirmam 4 mortes em queda de avião militar no Iraque.

Milícia pró-Irã reivindica derrubada da aeronave, mas americanos não confirmam circunstâncias da queda.

Aeronave KC-135 dos Estados Unidos Foto: Reprodução/TV Globo

Os Estados Unidos informaram nesta sexta-feira (13) que quatro dos seis tripulantes do avião-tanque KC-135 que caiu nesta quinta (12) no oeste do Iraque morreram.

– Aproximadamente às 14h [horário do leste dos EUA; 16h de Brasília] de 12 de março, um avião-tanque americano KC-135 caiu no oeste do Iraque. Quatro dos seis tripulantes a bordo faleceram, enquanto os trabalhos de resgate continuam – informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

O Centcom assegurou que as “circunstâncias do incidente” estão sendo investigadas, embora tenha insistido que a queda da aeronave “não se deveu a fogo inimigo nem a fogo amigo”. Uma milícia pró-Irã, a Resistência Islâmica no Iraque, reivindicou a derrubada do avião, afirmando que seus combatentes atacaram a aeronave com sistemas de defesa aérea, o que provocou a queda.

A organização também afirmou em mensagens posteriores que uma segunda aeronave americana foi atacada no oeste do Iraque e que o avião realizou um pouso de emergência em “um dos aeroportos do inimigo”, enquanto sua tripulação conseguiu se salvar. No entanto, o Centcom não respalda essa tese e não informou sobre nenhum ataque a uma segunda aeronave.

Por sua vez, o Irã sustentou que o avião-tanque foi atingido por um míssil disparado por grupos armados iraquianos. Um porta-voz do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya afirmou, em declarações divulgadas pelas agências de notícias iranianas Tasnim e Fars, que a aeronave americana foi “atingida por um míssil dos grupos de resistência no oeste do Iraque”, o que provocou sua queda.

Posteriormente, a Guarda Revolucionária iraniana indicou que seis pessoas morreram no ataque – a tripulação completa do avião que, segundo sua versão, estava abastecendo um caça “inimigo” no momento do impacto.

A Resistência Islâmica no Iraque agrupa várias milícias vinculadas às Forças de Mobilização Popular, uma coalizão formada em 2014 para combater o grupo jihadista Estado Islâmico e que, desde 2016, está integrada formalmente às Forças Armadas iraquianas.

Algumas dessas milícias, majoritariamente xiitas e próximas ao Irã, foram acusadas pelos Estados Unidos de lançar ataques contra interesses americanos no Iraque, e várias delas foram designadas por Washington como organizações terroristas.

*EFE

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