10º dia de guerra é marcado por ataques à base dos EUA no Iraque
Com escalada, países do G7 podem recorrer às reservas estratégicas de petróleo.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou no décimo dia nesta segunda-feira (9), marcado por ataques a alvos estratégicos. O Irã anunciou o lançamento de suas primeiras ofensivas desde que Mojtaba Khamenei foi nomeado como novo líder supremo.
No Bahrein, um ataque contra o complexo petrolífero de Al Ma’ameer provocou um incêndio, danos materiais e deixou 32 civis feridos.
Durante a madrugada, militares israelenses afirmaram ter atingido alvos ligados ao Hezbollah no sul de Beirute.
As forças israelenses “atingiram infraestruturas pertencentes à organização terrorista Hezbollah em Beirute”, informou o Exército em um breve comunicado. Um correspondente da AFP relatou ter ouvido uma forte explosão nos subúrbios do sul da capital libanesa, área considerada reduto do Hezbollah.
Com a escalada da guerra países do G7 podem recorrer às reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços de energia.
Em declarações à imprensa a caminho de uma visita ao Chipre, Macron afirmou que “a utilização das reservas estratégicas é uma opção prevista”.
Os sistemas de defesa aérea do Aeroporto Internacional de Bagdá foram acionados por um ataque iraniano com foguetes e drones, afirmaram fontes policiais citadas pela agência Reuters. O ataque teve como alvo uma instalação diplomática dos EUA próxima ao aeroporto e foi interceptado com sucesso pelo sistema de defesa C-RAM do aeroporto, acrescentaram as fontes.
O Exército de Israel afirmou ter realizado, na madrugada desta segunda-feira, um ataque na região de Beirute contra alvos do grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.
IRÃ ACUSA PAÍSES EUROPEUS
O Irã acusou, nesta segunda-feira, países europeus, incluindo a França, de contribuírem para a criação de condições favoráveis aos ataques dos Estados Unidos e de Israel que desencadearam uma guerra com a República Islâmica.
– Infelizmente, os países europeus contribuíram para a criação dessas condições – afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghai, em entrevista coletiva.
– Em vez de insistirem no Estado de Direito, em vez de se oporem à intimidação e aos excessos dos EUA, manifestaram-se e concordaram com eles perante o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas durante o debate sobre a reinstalação das sanções, e tudo isso, em conjunto, encorajou os EUA e os países sionistas a continuarem cometendo seus crimes – acrescentou.
*AE
