Israel lança nova ofensiva contra o Irã, após ataque em bases dos EUA.

Segundo próprio Exército israelense, a nova ofensiva visa lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea do Irã.

Imagem colorida mostra explosão de ataque de Israel em em Teerã, no Irã - Metrópoles

Majid Saeedi/Getty ImagesO Exército de Israel iniciou uma nova ofensiva contra o Irã. Os ataque começaram na madrugada deste sábado (28/2) e, segundo a própria Força de Defesa de Israel, a investida mira “lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea no centro do Irã”.
Novos estrondos foram ouvidos ao longo do dia e o Exército israelense confirmou, ao Metrópoles, a continuidade dos ataques, que são apoiados pelos Estados Unidos.

Por meio das redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear. Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”.

Ataques sem precedentes

O último ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã aconteceu em junho de 2025. Naquela ocasião, os ataque começaram à luz do dia. Desta vez, a ofensiva começou ainda durante a madrugada, no sábado, considerado o primeiro dia da semana o Irã, enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

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Imagens mostram fumaça saindo do ponto do ataque

Pessoas ficaram assustadadas com os ataques iranianos
Imagens mostram fumaça preta saindo da Frota da Marinha norte-americana no Bahrein
Fumaça é vista após ataque do Irã a 5ª Frota da Marinha dos EUA em Manama, no Bahrein
Em resposta, o Irã atacou bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita. Outros países atingidos até o momento são Jordânia e Iraque. O país informou ter atingido 14 bases militares dos Estados Unidos.

Uma pessoa morreu após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O escritório do Líder Supremo do Irã, a sede principal de Ali Khamenei no centro de Teerã, seria o principal alvo. Segundo a agência de notícias estatal Irna, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, está vivo.

Uma fonte de segurança israelense disse ao jornal Times of Israel que o ataque é uma operação conjunta entre os EUA e Israel. Um oficial do país disse que está se preparando para vários dias de conflito com o Irã.

Segundo jornais iranianos, foi vista uma nuvem de fumaça no centro da cidade e ouvidas três explosões no centro de Teerã. Também foram ouvidas explosões nas províncias de Lorestan e Kermanshah. Após o ataque, o Irã e Israel fecharam seus espaços aéreos. “Solicita-se ao público que não se dirija aos aeroportos até novo aviso”, afirma o Ministério dos Transportes de Israel em comunicado.

Pelas redes sociais, o Departamento de Defesa dos EUA nomeou sua missão no Irã de “Operação Fúria Épica”.

Retaliação iraniana

Horas após os ataques dos EUA, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, informou uma autoridade americana à CNN internacional.

Em vídeos que circulam na internet, é possível ver uma nuvem de fumaça no local.

Mais cedo, o Irã também lançou mísseis em direção a Israel.

A Força Aérea de Israel disse que detectou mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel. “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar onde for necessário para eliminar a ameaça. A defesa não é hermética e, portanto, as instruções do Comando da Frente Interna devem continuar a ser seguidas”, afirmou.

Negociações com o Irã

As negociações entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear iraniano terminaram sem conclusões na sexta-feira (27/2). Uma nova reunião ficou marcada para a próxima semana.  Ontem, Trump disse que “não estava feliz” com o progresso das negociações.

 “Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, disse.

Retirada em Israel

O Departamento de Estado autorizou, na sexta-feira (27/2), a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão dos EUA em Israel, citando riscos crescentes de segurança diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.

Em comunicado atualizado pela embaixada em Jerusalém, o governo informou que a medida foi adotada “devido a riscos de segurança”, e que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia.

A recomendação também orienta que cidadãos considerem deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis — um indicativo de que Washington trabalha com cenários de deterioração rápida do ambiente de segurança.

METRÓPOLES

 

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