Israel lança nova ofensiva contra o Irã, após ataque em bases dos EUA.
Segundo próprio Exército israelense, a nova ofensiva visa lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea do Irã.
Por meio das redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear. Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”.
Ataques sem precedentes
O último ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã aconteceu em junho de 2025. Naquela ocasião, os ataque começaram à luz do dia. Desta vez, a ofensiva começou ainda durante a madrugada, no sábado, considerado o primeiro dia da semana o Irã, enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.
Uma pessoa morreu após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
O escritório do Líder Supremo do Irã, a sede principal de Ali Khamenei no centro de Teerã, seria o principal alvo. Segundo a agência de notícias estatal Irna, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, está vivo.
Uma fonte de segurança israelense disse ao jornal Times of Israel que o ataque é uma operação conjunta entre os EUA e Israel. Um oficial do país disse que está se preparando para vários dias de conflito com o Irã.
Pelas redes sociais, o Departamento de Defesa dos EUA nomeou sua missão no Irã de “Operação Fúria Épica”.
Retaliação iraniana
Horas após os ataques dos EUA, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, informou uma autoridade americana à CNN internacional.
Em vídeos que circulam na internet, é possível ver uma nuvem de fumaça no local.
Mais cedo, o Irã também lançou mísseis em direção a Israel.
A Força Aérea de Israel disse que detectou mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel. “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar onde for necessário para eliminar a ameaça. A defesa não é hermética e, portanto, as instruções do Comando da Frente Interna devem continuar a ser seguidas”, afirmou.
Negociações com o Irã
As negociações entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear iraniano terminaram sem conclusões na sexta-feira (27/2). Uma nova reunião ficou marcada para a próxima semana. Ontem, Trump disse que “não estava feliz” com o progresso das negociações.
“Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, disse.
Retirada em Israel
O Departamento de Estado autorizou, na sexta-feira (27/2), a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão dos EUA em Israel, citando riscos crescentes de segurança diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.
Em comunicado atualizado pela embaixada em Jerusalém, o governo informou que a medida foi adotada “devido a riscos de segurança”, e que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia.
A recomendação também orienta que cidadãos considerem deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis — um indicativo de que Washington trabalha com cenários de deterioração rápida do ambiente de segurança.
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