PT acusa líder da CPMI do INSS de “golpe”; Viana mantém votação.

Paulo Pimenta promete levar a situação ao presidente do Congresso Davi Alcolumbre.

Paulo Pimenta e Carlos Viana Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou nesta quinta-feira (26), no Congresso Nacional, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A votação foi simbólica e ocorreu em meio a confusão no plenário.

Durante a sessão, houve tumulto e registro de agressão contra o deputado Luiz Lima. Diante do clima tenso, os trabalhos foram suspensos.

Após a retomada, o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta, fez críticas ao presidente da comissão, Carlos Viana. Ele contestou a contagem dos votos e pediu a anulação do resultado.

– Vossa Excelência está dando um golpe na votação. (…) 14 parlamentares votaram contrário à aprovação dos requerimentos. (…) Nós vamos interpretar como uma ação deliberada para fraudar o resultado da votação.

Pimenta afirmou que a bancada governista pretende recorrer ao presidente do Congresso e ao Conselho de Ética.

Carlos Viana respondeu que seguiu o regimento e explicou que, em votação simbólica, são contados apenas os votos contrários.

– Em votação simbólica, contam-se apenas os votos contrários. (…) Não há como proclamar outro resultado, senão a aprovação dos requerimentos. (…) Seriam necessárias 16 manifestações em contrário para rejeitar os itens.

O senador rejeitou a questão de ordem apresentada e manteve o resultado da votação.

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Por Leiliane Lopes

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