CPI aprova quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli e irmãos.

José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli terão que prestar depoimentos.

Ministro Dias Toffoli, do STF Foto: Luiz Silveira/Agência CNJ

A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (25), a quebra de sigilo fiscal da empresa Maridt Participações, ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A medida atinge o período de 2022 a 2026. A comissão também decidiu convocar os irmãos do magistrado para prestar depoimento.

 
Segundo a CPI, a Maridt é administrada por José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli. Como gestores da empresa, eles terão que comparecer ao colegiado. Já o convite feito ao ministro é facultativo.

Toffoli é sócio da Maridt, que vendeu parte do Tayayá Resort, no Paraná, a um fundo ligado ao Banco Master. A empresa tinha participação em dois empreendimentos da rede e negociou sua fatia no setor de hospedagem.

O convite ao ministro foi apresentado pelo senador Eduardo Girão. No requerimento, ele afirmou:

– Além dos vínculos societários e econômicos indiretos já descritos, a condução do inquérito envolvendo o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli foi marcada por decisões processuais e administrativas pouco usuais em investigações criminais de alta complexidade. Entre elas, destacam-se a avocação excepcional do procedimento para o Supremo Tribunal Federal, a imposição de grau máximo de sigilo e a centralização de atos relevantes sob a relatoria.

A CPI foi criada para investigar a atuação de organizações criminosas no país pelo prazo de 120 dias. O colegiado também passou a apurar fatos relacionados ao Banco Master dentro do escopo das apurações.

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