Girão pede impeachment de ministros e cobra CPI do Master.

Senador diz não aceitar acordo do Congresso para barganhar dosimetria com o escândalo do banco de Vorcaro.

Eduardo Girão Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou nesta segunda-feira (23), na rede social X, que vai aumentar a pressão para que o Senado Federal instale a CPI ou CPMI do caso Banco Master. Ele também disse que vai cobrar a abertura de impeachment contra ministros do STF.– Se depender de mim, pressão aumenta; ou Senado age ou se desmoraliza de vez! – declarou.

Girão citou informações divulgadas na imprensa sobre um possível acordo entre presidentes das Casas Legislativas. Segundo ele, a proposta envolveria votar a dosimetria em troca de menos pressão para abrir a comissão de inquérito.

– Se fala na mídia de um eventual acordão entre os presidentes das Casas Legislativas, para se votar a dosimetria em troca de “menos pressão” sobre a instalação da CPMI do escândalo Master! Não contem comigo, pois para mim, os fins jamais justificarão os meios!

O parlamentar afirmou que vai tomar medidas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, instale a CPI ainda nesta semana. Ele disse que a comissão está sendo adiada há quase três meses.

– Tomarei todas as medidas cabíveis para que Alcolumbre instale, essa semana, a CPI ou CPMI do Master, que ele posterga há quase 3 meses! Também não medirei esforços e cobrança pela imediata abertura do impeachment de Toffoli e Moraes. Só assim conseguiremos resgatar a ética em nosso país, o necessário reequilíbrio entre os Poderes – pela volta da democracia ao Brasil – e razão de ser do próprio Senado Federal!

Girão informou ainda que apresentou requerimento na Comissão de Constituição e Justiça para ouvir o ministro Edson Fachin, presidente do STF. O objetivo é esclarecer a redistribuição da relatoria do caso Banco Master, antes conduzido por Dias Toffoli.

– Questiono a ausência de declaração formal de impedimento ou suspeição de Toffoli, que seria necessária nesse contexto, bem como os motivos da reunião reservada realizada entre os ministros. O Brasil precisa saber o que de fato aconteceu, para que não haja blindagem a ninguém e para que toda a verdade seja conhecida.

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