Naufrágio em Manaus deixa dois mortos e sete desaparecidos.

Lancha de passageiros naufragou nas proximidades do Encontro das Águas.

Pessoas à deriva após naufrágio em Manaus Foto: Reprodução/SBT

Uma lancha de passageiros naufragou na tarde de sexta-feira (13) nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus (AM), deixando dois mortos, sete desaparecidos e dezenas de pessoas à deriva. A embarcação, da empresa Lima de Abreu Navegações, havia saído da capital do Amazonas por volta de 12h30 com destino a Nova Olinda do Norte, no interior do estado. As causas do acidente ainda são investigadas.

 
Segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas, cerca de 80 pessoas estavam a bordo no momento do naufrágio. Deste total, 71 foram resgatadas sem ferimentos graves, duas morreram e outras sete permanecem desaparecidas. As duas pessoas que morreram foram identificadas como Samila de Souza, de 3 anos, e Lara Bianca, de 22 anos.Já entre os sobreviventes está um bebê prematuro de apenas cinco dias de vida. Ele foi colocado dentro de um cooler para evitar contato direto com a água e acabou resgatado com vida por outra embarcação que auxiliava no socorro. A mãe da criança também foi salva e ambos foram encaminhados para atendimento médico; o estado de saúde não foi divulgado.

O resgate mobilizou Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, SAMU e Marinha, com o uso de lanchas, viaturas e até uma aeronave de busca. Parte dos passageiros foi retirada da água por embarcações que passavam pela região no momento do acidente.

Testemunhas relataram que o condutor da embarcação, identificado como Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, foi alertado sobre o banzeiro, que são ondas fortes comuns na área do Encontro das Águas, e que a lancha estaria em alta velocidade antes de afundar. Pedro foi detido e encaminhado inicialmente a um distrito policial e, depois, à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

A empresa responsável pela embarcação afirmou, em nota, que a lancha estava regularizada, com documentação em dia, e que colabora com as investigações. O acidente ocorreu em uma das áreas mais conhecidas da região amazônica, onde os rios Negro e Solimões correm lado a lado sem se misturar por quilômetros.

Por Paulo Moura

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