Cheias do Paraíba do Sul expõem abandono histórico e risco de agravamento no Norte Fluminense.
Como ocorre há décadas, o Rio Paraíba do Sul voltou a transbordar em período de cheias ao se aproximar do Oceano Atlântico, na região de sua foz, em São João da Barra, no Norte Fluminense.

Print vídeo /Comandante Romário
Muitas propriedades rurais já sofrem com áreas alagadas. O fenômeno, recorrente durante o verão, expõe um problema antigo: a falta de ações estruturais e contínuas do poder público para reduzir os impactos das enchentes. Raramente se vê o empenho de lideranças políticas locais ou regionais em promover medidas efetivas, como a dragagem do leito do rio, canais e afluentes que deságuam no já castigado Paraíba do Sul.
O cenário tende a se agravar nos próximos dias com a chegada das águas dos rios Muriaé e Carangola, que já vêm provocando transtornos em diversas cidades por onde passam, além dos canais de escoamento típicos das chuvas de verão. Diante disso, ainda falando em canais, obstruidos, os de escoamento das águas do Paraíba, geralmente, em sua grande maioria, sempre estão obstruídos, impedindo que as águas escoem por alí.
Diante deste quadro, municípios da região permanecem em estado de alerta, mobilizando defesas civis para prestar assistência às populações ribeirinhas, o que, na prática, costuma ser o limite das ações emergenciais.
Mesmo em se tratando de um ano eleitoral, a expectativa por mudanças significativas é pequena. O problema se arrasta há anos, sem soluções definitivas por parte de quem deveria tratar e executar as soluções.
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