Manhã de domingo (01) foi de manifestações contra a covardia cometida aos cães, como a que levou o (Orelha) a morte.
Manifestantes se reuniram na manhã deste domingo (1º/2), na Praia Brava, em Florianópolis (SC), para cobrar justiça pela morte do cão comunitário Orelha, que era mascote da região e conhecido por frequentadores e moradores.

Fraga Alves / Especial Metrópoles
O protesto reuniu ativistas da causa animal, moradores locais e visitantes, que levaram cartazes e entoaram palavras de ordem pedindo punição aos responsáveis.
Orelha foi brutalmente torturado por quatro adolescentes, segundo as investigações da Polícia Civil. O animal foi deixado gravemente ferido e encontrado em estado crítico. Devido à extensão das lesões e ao sofrimento intenso, veterinários optaram pela eutanásia como forma de aliviar a dor do cão.

Cachorro Orelha Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
O caso causou forte comoção em Santa Catarina e repercutiu nacionalmente, reacendendo o debate sobre crimes de maus-tratos contra animais e a responsabilização de menores envolvidos nesse tipo de violência. Durante o ato, manifestantes também pediram o endurecimento das leis e mais ações educativas para prevenir novos casos.
A manifestação aconteceu em frente ao Museu de Artes de São Paulo na Avenida Paulista no Centro da cidade e também no Rio de Janeiro e em Brasília.
“O caso trouxe à tona um problema social que vem ocorrendo e agora está sendo noticiado. [O ato] é importante não só pelo Orelha, mas por todos os animais. Animal não é só uma coisa. Precisa ser tratado com respeito e dignidade”, defendeu o advogado Paulo Henrique de Oliveira.
No dia 16 de janeiro, quatro adolescentes que pertencem a famílias influentes foram apontados como autores do ato covarde. Os menores foram identificados por meio de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores da região.
As investigações avançaram nesta semana, após uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina cumprir mandados de busca e apreensão relacionados a maus-tratos e coação no curso do processo. Além dos adolescentes, três adultos — familiares dos suspeitos — foram indiciados por coagir testemunhas.
A Polícia Civil segue apurando o episódio e já apreendeu objetos que podem ter sido utilizados na agressão. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias.
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