Presidente da Venezuela: “Chega de ordens de Washington”.

Delcy defendeu que a Venezuela deve resolver seus próprios conflitos internos.

Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro Foto: EFE/ Ronald Pena R

Em ato com trabalhadores petroleiros na cidade de Puerto La Cruz, no noroeste do país, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que “já basta das ordens” dos Estados Unidos sobre o seu país.

 
– É importante que abramos espaços para a divergência democrática, mas que seja a política com P maiúsculo e com V de Venezuela. Já basta das ordens de Washington sobre políticos na Venezuela; que seja a política venezuelana a resolver nossas divergências e nossos conflitos internos – declarou.

No evento, transmitido pela emissora estatal VTV, Delcy afirmou que é “bem-vinda a discussão com respeito” com as pessoas que “pensam diferente”, mas acrescentou que “aqueles que buscam o dano e o mal” devem ser “rejeitados e separados da vida nacional”.

A presidente interina lembrou que, na última sexta-feira (23), propôs a convocação de um “verdadeiro diálogo”, uma iniciativa que – segundo disse na ocasião – deve incluir tanto setores políticos “coincidentes” quanto “divergentes”, encomendando a tarefa ao seu irmão e presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez.

Delcy também pediu que esse diálogo tenha “resultados concretos e imediatos”, que seja venezuelano e que “não se imponham mais ordens externas, nem de Washington, nem de Bogotá, nem de Madri”.

Neste sábado (24), Rodríguez classificou como “vergonhoso” que um venezuelano celebre e agradeça o ataque militar dos EUA no qual o governante Nicolás Maduro foi capturado, uma semana após a líder opositora María Corina Machado se reunir com o presidente norte-americano, Donald Trump.

Em 15 de janeiro, Machado entregou a Trump, durante um encontro na Casa Branca, a medalha do Prêmio Nobel da Paz 2025 que lhe foi concedida pelo Comitê Norueguês do Nobel.

A medalha, emoldurada, estava acompanhada por uma mensagem de “gratidão” do povo venezuelano pelas ações de Trump para alcançar a “liberdade” do país sul-americano, segundo fotos divulgadas pelo jornal The New York Post.

O presidente afirmou em 4 de janeiro, em entrevista à revista The Atlantic – um dia após o ataque militar contra a Venezuela -, que se a mandatária interina venezuelana “não fizer o que é correto, pagará um preço muito alto, provavelmente mais alto que o de Maduro”.

No entanto, após uma conversa telefônica com a líder chavista, Trump a descreveu, em 14 de janeiro, como “uma pessoa fantástica” com quem disse ter “trabalhado muito bem”.

*EFE

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