Operação no Chapadão mira tráfico, lavagem de dinheiro e receptação.
Investigações apontam que o Comando Vermelho opera com uma rede estruturada na comunidade.

Material apreendido durante a operação Divulgação
Em um dos endereços, os agentes apreenderam um fuzil, granadas, grande quantidade de munição e coletes balísticos no interior de um veículo. Já em outro local, um ferro-velho, foi encontrado material metálico suspeito.
Os levantamentos de inteligência também identificaram que parte da logística do esquema ultrapassa os limites da capital. Os agentes identificaram que endereços no município de Teresópolis são utilizados como locais de armazenamento, ocultação de bens, apoio logístico e possíveis movimentações financeiras.
O Complexo do Chapadão é apontado como o núcleo operacional das atividades ilícitas, enquanto outros municípios funcionam como extensão da engrenagem criminosa. A investigação demonstrou ainda que a força da organização não vem apenas das armas, mas de sua estrutura financeira: um fluxo de dinheiro mantido por laranjas e transações planejadas para esconder a origem ilícita dos valores.
A ação conta com apoio da da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar. O objetivo é localizar armas de uso restrito, equipamentos eletrônicos, documentos, bens de origem ilícita e outros materiais que contribuam para o aprofundamento das apurações.
As investigações continuam para identificar e responsabilizar criminalmente todos os envolvidos em diferentes núcleos da organização criminosa.

