HRANA aponta 538 mortos em protestos no Irã e governo admite escalada na repressão.
O grupo de direitos humanos Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, informou às agências Reuters e Associated Press que o número de mortos nos protestos no Irã subiu para 538.

Imagem retirada de um vídeo divulgado em 9 de janeiro mostra um carro em chamas durante noite de protestos em Zanjan, no Irã — Foto: TV estatal do Irã via AP
Segundo a organização, entre as vítimas estão 490 manifestantes e 48 policiais. O balanço também aponta que mais de 10.670 pessoas foram presas desde o início das manifestações, que se espalharam por diversas cidades do país.
De acordo com a HRANA, o governo iraniano não divulga de forma regular dados oficiais sobre a atuação das forças de segurança durante os protestos. As autoridades iranianas, por sua vez, acusam os Estados Unidos e Israel de se infiltrarem nos atos e responsabilizam esses países pelas mortes registradas durante os confrontos.
Neste domingo, o chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, declarou que as forças de segurança “escalaram o nível de confronto contra os manifestantes”. Já a Guarda Revolucionária do Irã, um dos principais pilares militares do regime, afirmou que a proteção da segurança nacional é um ponto inegociável para o Estado iraniano.
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