Mais de mil presos não retornam após saidinha em São Paulo.

Número foi divulgado pela Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo.

Presídio (Imagem ilustrativa) Foto: MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo informou, nesta quinta-feira (8), que 1.131 detentos não retornaram às unidades prisionais após o período de saída temporária concedido no fim do ano passado. O benefício, popularmente conhecido como “saidinha”, foi autorizado para presos do regime semiaberto.

Segundo a SAP, a Justiça autorizou a liberação de 30.382 presos entre os dias 23 de dezembro e 5 de janeiro. Do total, 3,72% não regressaram dentro do prazo estabelecido. Esses detentos passam a ser considerados foragidos. Além disso, quando há descumprimento das condições, o beneficiário perde automaticamente o direito ao regime semiaberto e, se recapturado, retorna ao regime fechado.

No entanto, desde que a lei sobre o fim das saídas temporárias foi promulgada pelo Congresso, em maio do ano passado, as defesas de milhares de presos têm acionado o Judiciário para tentar impedir que a proibição das saídas temporárias seja aplicada aos seus clientes.

Com isso, a questão chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que vai definir se quem cumpria pena de prisão quando o Congresso acabou com a chamada “saidinha” de presos continua a ter direito ao benefício. Em março de 2025, a Corte entendeu que o caso tem repercussão geral, ou seja, o desfecho do processo deverá ser seguido para todos os casos semelhantes que tramitam em instâncias inferiores.

Por Paulo Moura

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