Após comentários de Trump, Irã faz ameaça de ataque preventivo.

Fala partiu do chefe do Exército iraniano, Amir Hatami.

Amir Hatami Foto: EFE/EPA

O chefe do Exército do Irã ameaçou, nesta quarta-feira (7), lançar uma ação militar preventiva devido à “retórica” direcionada à República Islâmica, provavelmente referindo-se ao aviso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: se Teerã “matar violentamente manifestantes pacíficos”, a América “virá em seu socorro”.

 

Os comentários do major-general Amir Hatami vieram num momento em que o Irã tenta responder ao que vê como uma ameaça dupla representada por Israel e pelos EUA, bem como aos protestos desencadeados por seus problemas econômicos, que se transformaram em um desafio direto à sua teocracia.

 

O governo iraniano começou nesta quarta a pagar o equivalente a 7 dólares (R$ 37,6) por mês para subsidiar o aumento dos custos de itens essenciais, como arroz, carne e massas.

– Mais de uma semana de protestos no Irã reflete não apenas o agravamento das condições econômicas, mas também a raiva de longa data contra a repressão governamental e as políticas do regime que levaram ao isolamento global do Irã – afirmou o think tank Soufan Center, com sede em Nova Iorque.

Hatami falou a estudantes da academia militar. Ele assumiu o cargo de comandante-em-chefe do Exército do Irã, conhecido em farsi como “Artesh”, após Israel matar uma série de altos comandantes militares do país na guerra de 12 dias, em junho. É o primeiro oficial militar regular em décadas a ocupar um posto que era há muito tempo controlado pela Guarda Revolucionária paramilitar do Irã.

– A República Islâmica considera a intensificação de tal retórica contra a nação iraniana como uma ameaça e não deixará sua continuação sem resposta – disse Hatami, segundo a agência estatal IRNA.

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