Master: Influenciadores recusam proposta para defender banco.

Influenciadores foram procurados para falar contra a liquidação pelo Banco Central.

Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite Fotos: Reprodução Instagram

Dois influenciadores de direita denunciaram que negaram propostas para defender o Banco Master nas redes sociais, após a liquidação da instituição pelo Banco Central (BC), em dezembro. Eles afirmam que a abordagem previa a divulgação de conteúdos que colocariam em dúvida a decisão do BC.

Os relatos foram feitos pelo vereador Rony Gabriel (PL-RS) e pela jornalista e influenciadora Juliana Moreira Leite, colunista do Pleno.News. Ambos dizem que receberam contatos semelhantes, mas que se recusaram participar da ação.

– Estamos fazendo um trabalho de gerenciamento de crise para um executivo grande. E temos contratado perfis que se posicionam para nos ajudar nessa disputa política – dizia a mensagem.

Rony disse ainda que entregou documentos, mensagens e gravações ao jornal O Globo para comprovar a abordagem recebida.

Já Juliana relatou ter sido procurada por uma agência especializada em influenciadores de direita. Segundo ela, a proposta também envolvia a divulgação de conteúdos que questionavam a atuação do Banco Central no caso Master.

– Eu não aceitei participar, porque não concordo com esse tipo de prática – afirmou a jornalista.

Procurado, o Banco Master não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE SE MANIFESTAM
As agências citadas nas denúncias afirmaram que não firmaram contratos nem mantêm vínculos com influenciadores para defender o Banco Master após a liquidação decretada pelo BC.

O Portal Group Br declarou que não possui “qualquer contrato, vínculo ou obrigação” com criadores de conteúdo que publicaram vídeos sobre o caso. A empresa informou que apenas foi procurada por outra agência para indicar nomes, sem participação direta na produção ou difusão dos conteúdos.

– Esclareço que somos uma agência que foi contatada por outra agência apenas para indicação de influenciadores – afirmou Junior Favoreto.

Já influenciadores citados como exemplos de publicações favoráveis ao banco também negaram acordo formal. Um deles afirmou que seus vídeos são baseados “em notícias que saem na mídia” e que não atua como influenciador político.

Assista:

 

Por Leiliane lopes

PLENO.NEWS

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