Próxima audiência de Maduro foi marcada para março

Ditador venezuelano segue preso nos Estados Unidos.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, preso nos Estados UnidosFoto: Fotos Públicas

O juiz Alvin K. Hellerstein determinou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, volte a comparecer a um tribunal federal dos Estados Unidos em 17 de março, ao encerrar uma audiência que durou cerca de meia hora. O processo trata das acusações criminais apresentadas pela Justiça americana contra Maduro, incluindo conspiração de narcoterrorismo e crimes ligados ao tráfico de drogas.

 
Durante a sessão, o advogado de Maduro, Barry J. Pollack, afirmou que há “questões sobre a legalidade” da captura de seu cliente, classificada pela defesa como uma “abdução militar”. Segundo Pollack, Maduro “é chefe de um Estado soberano e tem direito às prerrogativas” associadas a esse status.
 

O advogado disse ainda esperar uma disputa judicial “volumosa” na fase prévia ao julgamento para tratar desses questionamentos. Embora não tenha solicitado a libertação do presidente neste momento, a defesa reservou o direito de apresentar um pedido de fiança mais adiante.

Ao fim da sessão, foi registrado que tanto Maduro quanto Flores concordaram em permanecer detidos por ora, com a possibilidade de que pedidos de liberdade sejam analisados em momento posterior. Um representante do governo informou ainda que ambos foram colocados oficialmente sob custódia às 11h30 horário local de sábado, com chegada a Nova Iorque às 16h31 horário local do mesmo dia.

*AE

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