Caso Master: Toffoli nega pedido da PGR e mantém acareação.

Decisão foi tomada na noite desta quarta-feira, véspera de Natal.

Ministro Dias Toffoli Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para suspender a acareação marcada no inquérito que apura suspeitas de fraude na tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), segundo informações da CNN Brasil.

A decisão foi tomada na noite de quarta-feira (24), poucas horas após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, encaminhar ao Supremo parecer em que defendia a suspensão do ato. O processo tramita sob sigilo.

No pedido rejeitado, Gonet sustentou que a realização da acareação neste estágio da investigação seria prematura. O procurador-geral argumentou que o Código de Processo Penal prevê o uso do instrumento preferencialmente após o interrogatório dos investigados, quando há divergências identificáveis em relação a outros depoimentos ou testemunhos.

Ao negar a solicitação, Toffoli concluiu que já existem elementos suficientes nos autos para justificar o confronto de versões, mesmo sem a realização prévia dos interrogatórios formais, segundo informou a CNN Brasil.

A investigação busca esclarecer suspeitas de irregularidades em uma operação que envolveria cerca de R$ 12,2 bilhões e que acabou não sendo concluída. O Banco Central apontou indícios de problemas na negociação ao analisar a integridade da transação.

*AE

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