Operação Sem Desconto avança, expõe esquema no INSS e amplia impacto político em Brasília.

A etapa desta quinta-feira (18) da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), acrescenta um novo capítulo às investigações sobre um esquema nacional de descontos ilegais aplicados em folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, durante depoimento na CPMI do INSS (Lula Marques/Agência Brasil)

As apurações tiveram início em abril deste ano, quando surgiram as primeiras evidências de irregularidades envolvendo entidades, intermediários e servidores públicos.

Desde então, a operação já resultou em prisões, afastamentos e no avanço sobre núcleos considerados estratégicos da organização criminosa. O caso também provocou forte impacto político em Brasília, com a saída de ocupantes de cargos de alto escalão do governo federal. Na fase inicial da investigação, o então ministro da Previdência, Carlos Lupi, foi citado no inquérito e acabou deixando o cargo após prestar esclarecimentos às autoridades, em meio à pressão gerada pelas revelações.

De acordo com investigadores, o esquema funcionava por meio de autorizações fraudulentas para descontos em benefícios previdenciários, causando prejuízos milionários a milhares de segurados. A Polícia Federal afirma que as investigações seguem em andamento e não descarta novas fases, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e recuperar o máximo possível dos valores desviados.

 

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