Carla Zambelli renuncia mandato após decisão do STF.
Deputada recebeu mais de 940 mil votos em 2022.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), informou neste domingo (14) que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) renunciou ao mandato enquanto está presa na Itália.
Segundo Sóstenes, a decisão foi planejada e tomada após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formar maioria para manter a perda automática do mandato. O deputado afirmou que a renúncia não foi motivada por emoção.
– A renúncia não foi improvisada nem emocional. Foi uma decisão estratégica diante de uma decisão vergonhosa do STF, que ignorou o devido processo legal e avançou sobre garantias constitucionais básicas – disse Sóstenes.
– Ao renunciar antes da conclusão da cassação, Carla Zambelli preserva direitos, amplia possibilidades de defesa e evita os efeitos mais graves de um julgamento claramente politizado, ganhando margem jurídica para buscar liberdade e permanecer na Itália – completou o deputado.
E continuou:
– Isso não é fuga. É cálculo jurídico em um ambiente de exceção. Quando a Corte perde a imparcialidade, a estratégia passa a ser a única forma de proteção contra o arbítrio. História e direito ensinam: quem entende o jogo institucional, sobrevive a ele.
Carla Zambelli foi condenada pelo STF em dois processos: a invasão aos sistemas do CNJ e o episódio em que perseguiu um homem armada. As penas somam mais de 15 anos de prisão.
Agora, Hugo Motta deve oficializar a posse do suplente, o Adilson Barroso (PL-SP), que já ocupou o cargo na Câmara em razão de ser o primeiro suplente do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), licenciado para exercer o comando da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Em 2022, Derrite disputou a eleição como candidato do PL.
Por Leiliane Lopes
PLENONEWS
