Sindicato: Equipe de jornalismo argentina é expulsa da Venezuela.
Caso ocorreu nesta quarta-feira.

Uma equipe jornalística do canal de televisão argentino C5N foi expulsa da Venezuela nesta quarta-feira (10), denunciou, na rede social X, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) venezuelano.
O sindicato informou que a equipe chegou ao país procedente da Argentina em um voo que pousou no Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende Caracas, onde, segundo ela, “retiveram seus passaportes e comunicaram que não tinham permissão para entrar no país”.
– A equipe ficou cerca de duas horas na Imigração e, depois de entregar documentos, foram tiradas fotos e feitas perguntas – acrescentou.

Segundo informou o SNTP, a equipe jornalística era composta pelos jornalistas Adrián Salonia e Nicolás Munafó e pelo cinegrafista Fabián Solís.
Além disso, o órgão compartilhou um vídeo da emissora C5N com um relato de Salonia, que disse que agentes lhes fizeram “dezenas de perguntas” até que lhes comunicaram que não tinham “entrada permitida” no país.
Salonia detalhou que eles foram levados para outro avião com destino à Bolívia, onde, segundo ele, ainda estavam esperando para retornar a Buenos Aires.
Nesta quarta-feira, o cardeal venezuelano Baltazar Porras denunciou que seu passaporte foi confiscado no Aeroporto de Maiquetía, de onde tentava viajar para a Colômbia – com destino final na Espanha -, e também foi ameaçado de ser detido quando quis tirar uma foto de um documento onde constava a suposta “infrigência das normas para viajar”.
Esses incidentes ocorreram no mesmo dia em que foi entregue o Prêmio Nobel da Paz à líder da oposição venezuelana María Corina Machado, que permanece na clandestinidade há 11 meses e não pôde comparecer à cerimônia, embora se espere que chegue em “algumas horas” à capital norueguesa, conforme confirmou sua filha, Ana Corina Sosa, que recebeu o prêmio em seu nome.
A ONG Espaço Público informou na terça-feira (9) que nove violações à liberdade de expressão foram documentadas na Venezuela em novembro, a maioria relacionada a censura e restrições administrativas, e advertiu sobre uma queda nos registros por “medo de represálias”.
*EFE
