Liderança do PL confirma apoio à dosimetria: “É o possível”.

Sóstenes declarou que há acordo entre os líderes para passar o relatório de Paulinho da Força.

Sóstenes Cavalcante Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (9) que a bancada vai votar a favor do projeto de lei que reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, o partido considera a medida um avanço dentro do que foi possível negociar para esta semana.

Sóstenes disse que o apoio do PL é fruto de um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e contou que a decisão foi alinhada com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

– Nós do PL jamais vamos desistir da anistia. Mas entendemos o calendário parlamentar e decidimos subir um degrau na nossa luta – afirmou.

– O degrau hoje é o acordo feito entre nossa bancada e o presidente Hugo Motta de votar a redução de penas, autorizada pela liderança do nosso partido, inclusive dialogado com o nosso eterno presidente Bolsonaro.

O líder destacou que o objetivo imediato é permitir que famílias afetadas pelos processos possam ter algum alívio ainda neste fim de ano.

– É o degrau possível neste momento para que o presidente Bolsonaro pague o preço, mas as famílias injustiçadas possam dignamente passar o Natal em suas casas – declarou.

Sóstenes também criticou as decisões judiciais sobre o 8 de janeiro.

– Vamos seguir lutando pela anistia de todos os presos políticos injustiçados nesse julgamento totalmente infundado, sem mérito jurídico e sem pertinência alguma. É muito longe do que gostaríamos, mas é o possível para esta semana.

A posição do PL ocorre no mesmo dia em que Hugo Motta anunciou a votação do projeto. O presidente da Câmara afirmou mais cedo que a anistia está “superada” e que o texto a ser discutido trata apenas da redução das penas. Motta também ressaltou que a decisão de pautar o tema foi exclusiva da Presidência e que o assunto está “maduro” para ser decidido pelo plenário.

Por Leiliane Lopes

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