Careca teria falado em atirar em testemunha que acusa Lulinha.

Lobista teria intimidado ex-funcionário a entregar equipamentos eletrônicos.

Careca do INSS e Lulinha Fotos: Carlos Moura/Agência Senado // Juca Varella/Estadão

Um depoimento prestado por Edson Claro Medeiros Júnior à Polícia Civil de São Paulo revelou detalhes de ameaças que ele diz ter recebido de Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS. Segundo Edson, que é ex-funcionário de Antunes, o lobista o teria intimidado, em uma reunião ocorrida em junho deste ano, a entregar equipamentos eletrônicos. A ameaça, relatada à polícia, teria sido direta.

– Se você não me entregar os aparelhos [eletrônicos] e abrir a boca, eu vou meter uma bala na sua cabeça – teria dito Careca, de acordo com Edson.

 

O teor do depoimento veio a público nesta quinta-feira (4). Além de falar com a Polícia Civil, Edson também conversou com a Polícia Federal, a quem afirmou que Antunes pagava uma espécie de “mesada” de R$ 300 mil a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que teria feito ainda um repasse de R$ 25 milhões — valor cuja moeda ainda não foi esclarecida.

No depoimento, Edson contou que foi chamado pela advogada de Antunes para uma reunião em 17 de junho. Ele disse que Antônio acreditava que seus dados sigilosos estavam armazenados em aparelhos eletrônicos dele e, temendo a investigação da PF, exigiu que eles fossem entregues. A discussão teria escalado até a ameaça registrada no inquérito.

Paralelamente às revelações do depoimento, a CPMI do INSS rejeitou nesta quinta o pedido para convocar Lulinha a prestar esclarecimentos. A articulação da base governista garantiu a vitória por 19 votos a 12. De acordo com a coluna de Andreza Matais, do site Metrópoles, Lulinha está morando em Madri, na Espanha, desde meados do ano.

Por Paulo Moura

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