Morte de cabeleireiro em SP: Suspeitos são presos na Paraíba.
Betto Silveira foi encontrado amordaçado, com punhos e joelhos amarrados.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na Paraíba os dois suspeitos de envolvimento na morte do cabeleireiro José Roberto Silveira, de 59 anos, conhecido como Betto Silveira. A ação realizada por meio do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo contou com o auxílio da Polícia Civil da Paraíba.
– Eles foram identificados por meio de testemunhas e por imagens de câmeras de segurança durante a fuga. As prisões ocorreram no município de Tavares, no estado paraibano, após constante monitoramento realizado pela PCSP que repassou as informações para a PCPB – disse a Secretaria da Segurança Pública do Estado.
A investigação para esclarecer os motivo do crime ainda seguem em andamento.
Conforme a SSP, em breve, os suspeitos serão encaminhados à capital paulista para prosseguimento dos trabalhos de polícia judiciária. As identidades deles não foram divulgadas. Desta forma, as defesas não foram localizadas.
Na última quinta-feira (27), a Justiça de São Paulo havia acatado o pedido de prisão preventiva de dois suspeitos de envolvimento no crime.
QUEM ERA BETTO SILVEIRA?
Nascido em Garça, no interior de São Paulo, Betto chegou a São Paulo em 1991 e, à época, trabalhou na Vila Madalena, na Zona Oeste da cidade. Onze anos após a mudança, ele foi morar no Alto de Pinheiros, onde vivia havia 22 anos.
QUEM MORAVA NO IMÓVEL?
No sobrado, Betto vivia com a mãe, uma idosa de 98 anos, que dependia de seus cuidados. De acordo com o boletim de ocorrência, em outro quarto da casa, morava um venezuelano que alugava o cômodo. Esse homem relatou à polícia que a vítima foi até o seu quarto para pedir seda para fazer um cigarro por volta das 2h do último dia 22.
À polícia, o rapaz afirmou que ouviu Betto conversando com outra pessoa por longo período, além de sons de chuveiro ligado, televisão e música. Por volta das 4h, ouviu ruídos de objetos quebrando e movimentação intensa no quarto, mas que tais sons não lhe causaram estranhamento, justamente por ser rotineiro o elevado movimento na casa da vítima.
O QUE DIZEM AS TESTEMUNHAS?
Duas testemunhas relataram à polícia que Betto havia terminado um relacionamento recentemente. Uma delas disse que a relação acabou há dois meses.
Outra testemunha afirmou que o ex de Betto registrou um boletim de ocorrência contra o cabeleireiro em razão de ameaças. Essa testemunha também disse que desde o término da relação, o cabeleireiro passou a conhecer “diferentes homens com certa frequência, por aplicativos de encontro”.
*AE
