Em votação preliminar, Israel aprova anexação da Cisjordânia.
Ainda serão necessárias mais três votações para transformar o projeto em lei.

O Parlamento de Israel aprovou, nesta quarta-feira (22), uma proposta para anexar o território ocupado da Cisjordânia em uma leitura preliminar com 25 votos a favor e 24 contra.
– O projeto de lei para aplicar a soberania aos territórios de Judeia e Samaria foi aprovado em uma leitura preliminar por uma maioria de 25 votos a favor e 24 contra – comunicou o Knesset.
Essa primeira etapa precede mais três votações que serão necessárias para transformar o projeto em lei, que diz que “o Estado de Israel aplicará suas leis e soberania às áreas de assentamento na Judeia e Samaria, a fim de estabelecer o status dessas áreas como parte inseparável do Estado soberano de Israel”.
– Chegou a hora de implementar a soberania total sobre todos os territórios de Judeia e Samaria [Cisjordânia], herança de nossos antepassados, e promover acordos de paz em troca de paz com nossos vizinhos a partir de uma posição de força – comemorou na rede social X o ministro das Finanças, o colono de direita Bezalel Smotrich.
O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, também de direita e colono, foi rápido em mostrar seu entusiasmo com a proposta, escrevendo em sua conta no X:
– Chegou a hora da soberania.
Ambos os ministros já haviam exigido, em meados de setembro, que o primeiro-ministro israelense anexasse a Cisjordânia em resposta ao reconhecimento do Estado palestino por mais países, entre eles Reino Unido, Canadá e Austrália.
A Palestina não tem continuidade territorial e, enquanto na Faixa de Gaza a ala política do Hamas governava, na Cisjordânia a Autoridade Nacional Palestina (ANP), chefiada por Mahmoud Abbas, continua no poder.
Na maior parte dessa zona – chamada Área C, equivalente a 60% do território – Israel possui tanto controle militar como civil desde os Acordos de Oslo. Além disso, há centenas de postos de controle militares israelenses em toda a Cisjordânia e um sistema de permissões que não permite a livre circulação dos palestinos entre as cidades, proibindo muitos de entrar em Jerusalém, entre outras cidades.
*EFE
