Após acordo, Hamas reúne 7 mil para ocupar áreas deixadas por Israel.

Os integrantes do grupo Hamas ocupam as regiões deixadas pelas tropas de Israel após acordo de cessar-fogo.

Khames Alrefi / Anadol / Getty Images
 
Com início da primeira fase do acordo de cessar-fogo com Israel, o grupo Hamas reuniu 7 mil integrantes de suas forças para reocupar as áreas evacuadas. A intenção é reassumir o controle sobre as áreas. A mobilização começou nesse sábado (11/10) e pode complicar as negociações das próximas etapas do chamado plano de paz.
 

Em ambos os lados, a expectativa sobre a liberação e troca de reféns marca o terceiro dia de cessar-fogo entre Israel e Hamas. No acordo, está previsto que o Hamas libere os reféns mantidos em Gaza e que Israel transfira prisioneiros palestinos em troca dos reféns até a manhã desta segunda-feira (13/10).

Em Israel, a Praça dos Reféns, em Tel Aviv, amanheceu com centenas de pessoas na expectativa de um reencontro. Dos 48 reféns detidos em Gaza, a estimativa é que pelo menos 20 ainda estejam vivos. O ponto de encontro ficou conhecido por reunir familiares que pediam a libertação dos reféns desde o início do conflito, que começou há dois anos.

Um dos termos do acordo entre Israel e Hamas, proposto por Trump e negociado com atuação do Egito, do Catar e da Turquia, inclui a libertação de todos os reféns em troca de presos palestinos e o recuo parcial do exército israelense. Os detalhes logísticos de como os reféns serão soltos ainda não foram divulgados.

Discurso

Nesse sábado (11/9), milhares de israelenses se reuniram também na Praça dos Reféns para celebrar o cessar-fogo entre Israel e Hamas. O enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, foi ovacionado pela multidão. Witkoff discursou ao lado de Jared Kushner, ex-assessor e genro de Donald Trump, e de Ivanka Trump, filha do presidente norte-americano.

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fim da guerra entre Israel e Hamas foi anunciado na quinta-feira (9/10) pelo presidente dos EUA. As partes assinaram a primeira fase do cessar-fogo, que prevê a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos após os reféns do Hamas retornarem a Israel.

Ao fim do cumprimento dos termos acordados na primeira etapa, outros pontos do plano de paz começarão a ser abordados. Segundo informações da Defesa Civil de Gaza, somente nessa sexta (10/10), cerca de 200 mil palestinos se deslocaram para o norte do território.

Apesar do fim da guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023, muitos palestinos relutam em retornar às suas casas, que foram destruídas pelos bombardeios israelenses. Trump, mediador do cessar-fogo, anunciou, entretanto, que um dos acordos do Plano de Paz envolve a reconstrução de Gaza.

Nobel para Trump

Os manifestantes em Tel Aviv carregaram uma faixa solicitando que o presidente dos EUA receba o prêmio Nobel da Paz pela articulação que resultou no fim da guerra. Nessa sexta, o Comitê Norueguês do Nobel concedeu o prêmio à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado.

Segundo Trump, a venezuelana ligou para ele e defendeu que ele merecia o prêmio. De acordo com o republicano, María Corina teria sido “muito gentil” e reconhecido o papel dos Estados Unidos em apoiar a oposição venezuelana.

“Eu não disse ‘então me dê’, mas acho que ela poderia ter dito. Eles precisam de muita ajuda na Venezuela, é um desastre básico”, declarou durante coletiva de imprensa no Salão Oval.

Na ocasião, Trump aproveitou para exaltar seu papel no acordo de cessar-fogo, que ele classificou como “o mais importante já feito em termos de paz”.

POr Manuela Alcântara

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