Evento do PCO: Militante defende Hamas e a morte de Netanyahu.

Encontro da extrema-esquerda aconteceu na sede do Sindicato dos Professores de São Paulo.

Ativista André Constantine, integrante do Coletivo Movimento Revolucionário Carlos Marighella Foto: YouTube COTV – CausaOperariaTV

Nesta terça-feira (7), o Partido da Causa Operária (PCO) realizou um ato em apoio ao grupo terrorista Hamas, para celebrar os dois anos do ataque contra Israel, realizado em 7 de outubro de 2023, uma ofensiva militar que deixou mais de 1.200 mortos.

Realizado na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), na região da República, Centro da capital, o evento teve discursos inflamados contra Israel, os Estados Unidos e a “mídia burguesa”. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi citado.

 

O ativista André Constantine, integrante do Coletivo Movimento Revolucionário Carlos Marighella, fez um dos discursos mais exaltados da noite, chamando os terroristas do Hamas, por diversas vezes, de “combatentes gloriosos”. Em parte de sua fala, ele desejou a morte do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

– Não tem como defender a Palestina, não tem como lutar pela libertação da Palestina do rio ao mar, sem defender a resistência armada, em especial os combatentes gloriosos do Hamas que transformaram Gaza e a Faixa de Gaza em uma nova Stalingrado, lutando e defendendo cada milímetro da sua terra contra o exército terrorista e sionista de Israel – disse.

O militante da extrema-esquerda também criticou o governo brasileiro e os demais líderes que estavam na Assembleia-Geral da ONU e não impediram que Netanyahu discursasse. Ele ainda defendeu que os países rompam relações com Israel.

– Quero aproveitar a oportunidade e mandar um recado para os líderes mundiais, incluindo o companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil: retórica e ações simbólicas não combatem o genocídio palestino. Tem que romper relações diplomáticas, comerciais e militares. Todos os líderes mundiais que não romperem relações diplomáticas, militares e comerciais com o Estado terrorista e sionista de Israel tornam-se cúmplices do primeiro genocídio televisionado da história.

– Espero que ele tenha o mesmo final do Mussolini, que as massas agarrem ele, matem esse verme e pendurem esse desgraçado de cabeça pra baixo.

E não foi só isso, ele fez uma espécie de oração em memória dos terroristas, para que “seu espírito nos guie e nos conduza ao triunfo, à destruição do imperialismo, à destruição do Estado terrorista e sionista de Israel, por uma América Latina livre, soberana e socialista” e, em seguida, ofendeu as entidades israelitas com atuação no Brasil, como a Conib e as Federações Israelitas do Rio de Janeiro e de São Paulo e terminou seu discurso usando a expressão muçulmana “Allahu Akbar” [Deus é grande], dita pelos terroristas islâmicos durante os ataques.

Por Leiliane Lopes

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