Ativistas brasileiros detidos por Israel anunciam greve de fome.
Militantes pró-Palestina faziam parte da Flotilha Global Sumud.

Ativistas brasileiros que faziam parte da flotilha detida por Israel no trajeto até Gaza anunciaram estar em greve de fome. Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles afirmam que o ato é uma forma de protesto por terem sido “sequestrados” em águas internacionais por forças israelenses e postos em uma prisão “isolada no deserto”.
Os ativistas estão na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev, próximo à fronteira do Egito, enquanto aguardam a deportação para a Europa.
Em nota, os militantes pró-Palestina também disseram que a greve de fome é uma forma de denunciar a “fome provocada pelo duro cerco israelense a Gaza” (veja a nota completa ao fim desta matéria).
Israel, por sua vez, afirma que, apesar da interceptação, as forças israelenses iam cuidar para que a ajuda humanitária levada pela Flotilha Global Sumud fosse entregue a Gaza. Entrentanto, frisou que as embarcações não transportavam nenhum material humanitário quando foram interceptados, e defendeu, portanto, que a flotilha era apenas instrumento de provocação.
– Procedimentos estão em andamento para encerrar a provocação do Hamas-Sumud e finalizar a deportação dos participantes dessa farsa (…) Todos estão seguros e com boa saúde. Como Israel, Itália, Grécia e o Patriarcado Latino de Jerusalém declararam repetidamente, qualquer ajuda que esses barcos pudessem ter transportado, por menor que fosse, poderia ter sido transferida pacificamente para Gaza. Isso não passou de uma provocação – disse a embaixada israelense no Brasil.
Confira a seguir a nota completa divulgada pelos ativistas brasileiros em relação à greve de fome:
A greve de fome é uma forma de protesto não violento, historicamente, utilizado por pessoas que, privadas de voz ou poder, recorrem ao próprio corpo como instrumento de resistência.
Nossos ativistas presos, levavam ajuda humanitária à Gaza, e foram impedidos, quando sequestrados pelo governo israelense em águas internacionais, e depois presos ilegalmente, e colocados em uma prisão isolada no deserto, a única forma de se manifestarem é utilizando seu corpo.
A declaração é também um instrumento político de denúncia da fome provocada pelo duro cerco israelense à Gaza, sendo diariamente utilizada como arma de guerra pelo governo sionista. A chamada solução final, em um dos mais cruéis capítulos da história deste genocídio documentado, coloca em deslocamento forçado de palestinos com fome para os chamados Centros de distribuição de comida, operados por israel e EUA.
Vamos às ruas pela libertação do povo palestino, pela responsabilização de israel na corte internacional por todos seus crimes de guerra, pelo fim do cerco ilegal à Gaza, pelo rompimento do Governo Brasileiro com o Estado de Israel.
Por Thamirys Andrade
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