Israel vai deportar para a Europa ativistas que estavam na flotilha

Brasileiros também estão na lista de deportados.

Um navio da Flotilha Global Sumud (E) chega ao Porto de Ashdod, Israel Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI

A Polícia de Israel anunciou nesta quinta-feira (2) que autuou 250 pessoas que viajavam a bordo da Flotilha Global Sumud antes de apresentá-las à Justiça para sua eventual deportação.

Em comunicado, a polícia detalhou que busca “garantir a ordem pública e frustrar qualquer tentativa de minar a legitimidade das ações do Estado de Israel”.

 

– Os oficiais da polícia trabalham com determinação, profissionalismo e total cooperação com as Forças de Defesa de Israel, o Serviço de Imigração e População, a Autoridade de População e Imigração, as forças de resgate e outros parceiros dos ministérios governamentais – diz o comunicado.

A iniciativa pretendia romper o bloqueio à Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária, mas desde esta quarta-feira (1º) a Marinha de Israel se empenhou em impedir que as embarcações entrassem nas águas territoriais do país.

Por isso, em pouco mais de 12 horas, abordou todas as embarcações e deteve os tripulantes, com exceção do Summertime, dando por encerrada a missão.

A Polícia de Israel acrescentou que mais de 600 agentes e oficiais penitenciários e de imigração foram destacados para o Porto de Ashdod para se encarregar dos detidos.

O governo de Israel já havia avisado que não permitiria que a flotilha chegasse ao destino e sugeriu que descarregassem a ajuda humanitária em portos sob seu controle para ser “organizada e distribuída”.

A flotilha rejeitou a proposta desde o início e, apesar das ameaças e até mesmo ataques com drones ou explosões dissuasivas, os ativistas continuaram a travessia até serem interceptados.

*EFE

 

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