Subsecretário é alvo de buscas em apuração de morte de Ruy Ferraz

Polícia apura se execução de Ferraz teria sido motivada pelo trabalho dele na prefeitura.

Ruy Ferraz Fontes Foto: Reprodução/Record TV/ Print de vídeo YouTube Fala Brasil

A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta segunda-feira (29), buscas e apreensão em oito endereços da Baixada Santista em operação relacionada à execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto no último dia 15, em Praia Grande (SP). Ele foi assassinado depois de sair da prefeitura, onde trabalhava como secretário da Administração.

Um dos endereços da busca foi o do subsecretário de Gestão e Tecnologia de Praia Grande, Sandro Rogério Pardini. Com ele, foram apreendidos celular, computadores, três pistolas, R$ 50 mil em espécie, mil euros (R$ 6,25 mil) e 10 mil dólares (R$ 53,2 mil) em sua residência. Uma das linhas de investigação da polícia é de que a execução tenha sido motivada pelo trabalho de Ruy Fontes na prefeitura.

 
A defesa de Pardini afirma que o servidor nega qualquer participação no crime que vitimou o ex-delegado-geral, e que o subsecretário está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso, e contou com apoio da Polícia Civil de Santos e Praia Grande. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços nos municípios de Santos, Praia Grande e São Vicente.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) optou por não fornecer mais detalhes “para garantir a autonomia do trabalho policial”.

– O DHPP segue apurando, rigorosamente, todas as circunstâncias do caso – informou a pasta.

Também estão presos Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão; Dahesly Oliveira Pires e William Silva Marques. Outros quatro suspeitos foram identificados e estão com mandados de prisão expedidos pela Justiça. Eles estão foragidos e são procurados.

O assassinato do secretário completou duas semanas nesta segunda. As investigações não chegaram ainda aos mandantes nem à motivação do crime. O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, no entanto, diz ter certeza de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) está por trás do caso.

– Não resta dúvida do envolvimento do PCC, principalmente pela participação do Mascherano (um dos foragidos). O crime organizado participou da execução – afirmou Derrite em coletiva de imprensa realizada na última semana.

*AE

Deixe uma resposta