Fux decide manter número atual de deputados nas eleições de 2026.

Decisão do ministro faz com que atual composição da Casa seja mantida no pleito do ano que vem.

Luiz Fux, ministro do STF Foto: STF/Fellipe Sampaio

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu, nesta segunda-feira (29), ao pedido do presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e determinou que a distribuição de vagas na Câmara dos Deputados não seja alterada para as eleições de 2026.

O pedido tinha sido feito após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetar a criação de novas cadeiras na Câmara, que objetivava evitar a perda de representantes por parte de alguns estados. A decisão de Fux se deu baseada no âmbito de uma ação judicial que determinou que o Congresso deveria definir, até 30 de junho, uma nova distribuição das 513 cadeiras da Câmara com base na população de cada estado.

Para evitar que estados perdessem representantes, a Câmara e o Senado aprovaram um projeto que criava 18 novas cadeiras na Câmara dos Deputados, elevando o total de 513 para 531. As novas vagas seriam distribuídas entre nove estados, preservando a atual representação de todos os entes federativos.

No entanto, o governo Lula vetou a proposta, sob a justificativa de que ela geraria aumento de despesas públicas. O veto foi uma derrota para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), principal articulador do projeto.

O ministro Fux, ao acolher o pedido de Alcolumbre, ressaltou o princípio constitucional da anualidade eleitoral e suspendeu a decisão anterior do STF que exigia ação imediata do Congresso. Ele determinou que a nova lei só poderá valer a partir das eleições de 2030 e convocou uma sessão virtual extraordinária do Plenário para confirmar a medida cautelar.

*AE

Deixe uma resposta