Careca do INSS aciona STF para manter uso de carros de luxo.
Defesa alega que proibição de uso pode desvalorizar veículos do lobista.

O empresário e lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS, trava uma disputa jurídica para tentar recuperar o direito de utilizar seus carros de luxo. Depois de ser parado em uma blitz em São Paulo, em 5 de julho, quando teve uma Mercedes-Benz AMG apreendida, ele decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a proibição de circulação imposta à sua frota.
Na petição, protocolada em 10 de julho, a defesa afirma que a paralisação prolongada de circulação dos automóveis é uma medida “desproporcional e economicamente danosa”. O documento descreve o risco de “desgaste natural” de componentes essenciais e de depreciação dos veículos.
A defesa ainda sustenta que, sem poder circular, o empresário também fica impedido de levar os carros a oficinas e concessionárias especializadas, o que aumentaria os danos. De acordo com o advogado Cleber Lopes, que defende Antonio, a ordem judicial do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, emitida em 23 de abril, apenas bloqueou os bens do empresário, mas não impediu que rodassem.
No centro da disputa judicial está uma frota de modelos como um Porsche Panamera 4SEHY, um Porsche Cayenne S CP, um Porsche 911 Carrera GTS, um Mercedes-Benz AMG, uma Land Rover Range Rover Sport e um Audi R8 V10 Sport, além de outros automóveis. Parte desses veículos, por sinal, já foi apreendido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto.
O STF ainda não analisou o pedido apresentado pela defesa. Mas, no dia 12 de setembro — data em que Antonio Antunes foi preso preventivamente —, a Corte decidiu endurecer as medidas sobre a frota, impondo novas restrições que mantêm a proibição de circulação e também impedem a transferência de propriedade dos veículos por tempo indeterminado.
Por Paulo Moura
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