Google admite pressão da gestão Biden sobre conteúdos da Covid.

Empresa enviou carta ao Congresso apontando que gestão democrata atuou para censurar publicações sobre o tema.

Fachada da Google Foto: EFE/EPA/JESSICA LEE

Google admitiu, em carta enviada na última terça-feira (23) à Câmara dos Estados Unidos, que sofreu pressão do governo do ex-presidente Joe Biden para censurar conteúdos sobre as eleições e a pandemia de Covid-19 que não violavam as regras próprias da empresa. No documento, a big tech anunciou ainda que criadores banidos do YouTube por causa desses temas poderão retornar à plataforma.

Segundo o texto, a companhia reconheceu que “altos funcionários do governo Biden, incluindo integrantes da Casa Branca, realizaram repetidas e intensas investidas junto à Alphabet e pressionaram a companhia sobre determinados conteúdos gerados por usuários relacionados à pandemia que não violavam suas políticas”. O Google classificou esse comportamento como “inaceitável e errado”.

Em publicação na rede social X, a conta oficial Updates From YouTube confirmou a realização de um projeto de restauração de contas na plataforma.

Além de falar sobre a atuação do governo Biden, o Google também fez um alerta ao Congresso americano para os riscos vindos da Europa. Segundo a empresa, leis como o Digital Services Act e o Digital Markets Act representam “um fardo regulatório desproporcional às companhias americanas”, com risco até mesmo de atingir conteúdos sem qualquer ilegalidade publicados por cidadãos americanos.

Por Paulo Moura

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