“Vamos reeleger Lula”, afirma José Dirceu em ato da esquerda.

Ex-ministro defendeu ainda mudança no Congresso.

O ex-ministro José Dirceu deixa o Fórum Professor Júlio Fabbrini Mirabete, do Tribunal de Justiça do DF. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
José Dirceu e ato em Brasília contra anistia Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Frame de vídeo / X

O ex-ministro José Dirceu (PT) fez críticas ao Congresso, neste domingo (21), durante manifestação de apoiadores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

– Temos que tomar consciência de que para mudar esse país, temos que mudar o Congresso Nacional – disse o ex-ministro.

 

O ato em Brasília, que se repete em mais de 30 cidades pelo país, tem foco contra a chamada PEC das Prerrogativas, aprovada na Câmara na última semana, e a tentativa de anistia a envolvidos suposta tentativa de golpe de Estado.

– É hora de cobrar impostos dos ricos, do BBB. Precisamos de unidade entre nós, contra o que a família Bolsonaro está fazendo, contra o que a extrema-direita está fazendo, contra o que Tarcísio de Freitas e outros governadores estão fazendo, apoiando Trump, traição nacional – disse, em referência ao mote contra Bilionários, Bancos e Bets, explorado pelo PT.

Com a ascensão de Edinho Silva à presidência do PT, José Dirceu ganhou assento na direção do partido. O ex-ministro se articula para tentar viabilizar uma nova candidatura à Câmara em 2026.

– Quero saudar cada companheiro que veio aqui com a certeza de que vamos derrotá-los e reeleger Lula – afirmou, do palanque. Dirceu foi ministro da Casa Civil, deputado federal e presidente do PT.

– É um tapa na cara da sociedade votar essas duas matérias [PEC das Prerrogativas e anistia]. São matérias de alta restrição na sociedade e que provocam essa reação. Há muito tempo não via em Brasília um ato tão grande – disse Pimenta.

O ato em Brasília foi marcado para as imediações do Museu Nacional e contou com uma passeata até a frente do Congresso. Os manifestantes carregavam faixas com dizeres “sem anistia para golpista”, “Congresso inimigo do povo” e “não à PEC da Bandidagem”.

Nos discursos de militantes e nos refrãos cantados por manifestantes também houve críticas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele decidiu pautar a votação da urgência do projeto da anistia que pode beneficiar Jair Bolsonaro e que agora está sendo tratado como “PL da Dosimetria” pelo relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

*AE

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