Instituto da família de Moraes também sofreu sanção dos EUA.
Lex Instituto de Estudos Jurídicos reúne patrimônio da família do ministro do STF.
Além de Viviane Barci, advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o Lex Instituto de Estudos Jurídicos Ltda., que reúne em seu patrimônio os recursos da família do magistrado, também se tornou alvo da Lei Global Magnitsky. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (22) pelo governo dos Estados Unidos. O Lex e Viviane se juntam ao próprio Moraes, alvo da norma desde julho.
De acordo com informações divulgadas há algumas semanas pela coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, o instituto é “dono” de propriedades como a residência do magistrado no bairro Jardim Europa, na capital paulista; a sede do escritório de Viviane, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados; apartamentos em Campos do Jordão e terrenos em São Roque, no interior paulista.
O Lex também era dono, até o ano passado, de um apartamento de 387 metros quadrados em Guarujá (SP), que possuía até uma vaga para barcos. No entanto, o imóvel foi vendido por R$ 1,26 milhão e a vaga, por R$ 140 mil.
O endereço do instituto coincide com o do escritório que hoje é comandado por Viviane. Foi nessa banca que Alexandre de Moraes manteve seu trabalho na advocacia até assumir cargos públicos.
No início de setembro, o jornalista Paulo Figueiredo já havia comentado, em seu perfil no YouTube, que a informação sobre os bens em nome do instituto já era de conhecimento das autoridades americanas.
Confirmada, a punição agora atinge em cheio as finanças do casal, já que impede Viviane, e consequentemente o escritório que ela lidera, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de manter contratos com cidadãos, empresas ou instituições ligadas aos EUA. Entre os clientes da banca estão o Banco Master, instituição bancária que se envolveu em uma controvérsia envolvendo o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

