Jovem Pan emite nota sobre risco de sair do ar por ação do MPF.

Órgão acusa emissora de disseminar conteúdos antidemocráticos nas eleições de 2022.

Jovem Pan microfone
Jovem Pan Foto: Divulgação / Jovem Pan

O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta segunda-feira (15), o cancelamento das outorgas da Jovem Pan por “desinformação antidemocrática” ao longo de 2022, ano da última eleição presidencial.

As autoridades afirmam que a emissora cometeu abusos graves ao desinformar os ouvintes e veicular conteúdo que colocava em risco o regime democrático brasileiro.

A solicitação do MPF consta nas alegações finais protocoladas ao fim do prazo concedido pela Justiça Federal para as considerações conclusivas das partes. A manifestação faz parte de uma ação civil pública ajuizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, em 2023, contra a empresa.

O MPF também pede a condenação da Jovem Pan ao pagamento de R$ 13,4 milhões como indenização por danos morais coletivos.

A procuradoria diz que a Jovem Pan “teve papel fundamental na campanha de desinformação empreendida em 2022 para desacreditar as instituições nacionais e o processo eleitoral brasileiro, induzindo uma enorme quantidade de ouvintes em todo o país a duvidar da lisura das eleições” realizadas naquele ano.

JOVEM PAN DIVULGA NOTA À IMPRENSA
Nesta segunda-feira (15), a Jovem Pan divulgou uma nota à imprensa se posicionando sobre as acusações feitas pelo MPF e criticou o que chamou de “reprovável conduta adotada pelo MPF”.

Leia na íntegra:


São Paulo, 15 de setembro de 2025

No entanto, tendo em vista a reprovável conduta adotada pelo MPF, ao divulgar informações equivocadas em seu site, a emissora se vê obrigada a prestar os necessários esclarecimentos à sociedade:

1) A Jovem Pan não é ré em nenhuma das ações penais recentemente julgadas pelo Supremo Tribunal Federal, tampouco figurou como investigada em quaisquer dos inquéritos que lhes deram origem;

2) A corroborar a conduta indevida por parte do MPF, importante notar que não há, nesta ação, qualquer imputação de índole criminal, de modo que vincular a apuração destes autos às condenações criminais proferidas pelo STF, para além da ausência de técnica, é uma indevida tentativa de influenciar o juízo e os leitores com uma narrativa completamente dissociada dos elementos dos autos.

Por fim, e mantendo a coerência com o posicionamento adotado ao longo de seus mais de 80 anos de história, a Jovem Pan reitera seu compromisso com a democracia, com os Poderes e Instituições que sustentam a nossa República e com a nossa Constituição cidadã, que tem como um de seus pilares a liberdade de expressão.

Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados Associados

Wald, Antunes, Vita, Blattner Advogados

Bermudes Advogados

Por Marcos Melo

PLENO.NEWS

 

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