Justiça do Rio mantém prisão preventiva do rapper Oruam.
Os advogados do artista irão recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça.

Os desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiram, nesta quinta-feira (11), manter a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. O artista está preso há 50 dias em Bangu 8, acusado de tentativa de homicídio contra dois policiais civis durante uma operação no Joá.
A relatora do caso, desembargadora Márcia Perrini Bodart, destacou a gravidade das acusações, lembrando que o réu chegou a lançar pedras contra os agentes. Segundo ela, questões sobre dolo ou risco de morte serão analisadas apenas em primeira instância.
O voto de Bodart foi acompanhado pelos desembargadores Luiz Marcio Victor Alves Pereira e Gizelda Leitão Teixeira, presidente da Câmara. A decisão reforçou que a prisão se mantém para preservar a ordem pública.
Durante a sessão, a defesa, representada pelo advogado Nilo Batista, alegou perseguição policial contra o cantor, relacionando o caso ao fato de ele ser filho de Marcinho VP, apontado como chefe do Comando Vermelho. O advogado afirmou ainda que a abordagem policial no Joá foi feita de forma irregular.
Os advogados de Oruam informaram que vão recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). As informações são do O Globo.
PLENO.NEWS
