Flávio Dino explora caso Charlie Kirk em ‘campanha’ antianistia.
Ministro do STF defendeu perfil punitivista do Judiciário para promover uma pacificação.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou o assassinato do líder conservador Charlie Kirk, nos Estados Unidos, para defender que não seja concedida uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A fala ocorreu nesta quinta-feira (11).
Utilizando o crime político como exemplo, Dino interrompeu parte do tempo estabelecido para o voto da ministra Cármen Lúcia e declarou que a anistia não é sinônimo de paz, uma vez que nos Estados Unidos houve anistia, mas a paz não foi reestabelecida. Para o ministro, a atuação punitivista do Judiciário é um fator mais eficaz para promover a paz social.
— É curioso notar uma ideia segundo a qual anistia e perdão seriam iguais à paz. Mas nos Estados Unidos houve perdão, e não há paz. O que define a paz que devemos buscar não é a existência do esquecimento. Às vezes, a paz se obtém pelo funcionamento adequado das instâncias repressivas do Estado — concluiu.
Além de amigo pessoal do presidente Lula (PT) de longa data, Flávio Dino, antes de ser indicado pelo petista para a Suprema Corte, fez parte deste terceiro governo de Lula no Palácio do Planalto, ocupando a importante cadeira de ministro da Justiça.
Por Marcos Melo
PLENO.NEWS
