Itaú demite mil pessoas por baixa produtividade no home office.

Medida foi adotada pelo banco após “revisão criteriosa”.

Banco Itaú Foto: EFE/Andre Coelho

O Itaú Unibanco demitiu nesta segunda-feira (8) cerca de mil funcionários, que trabalhavam em regime híbrido ou integralmente remoto, em home office, de acordo com o Sindicato dos Bancários, em comunicado à imprensa.

– A justificativa do banco foi que esses empregados estavam sendo monitorados há mais de seis meses e foi detectada baixa aderência ao home office – ressalta o sindicato, destacando que os “trabalhadores foram dispensados sem qualquer advertência prévia e sem qualquer diálogo com o sindicato”.

 
– Hoje fomos surpreendidos com essa demissão em massa feita pelo banco. O banco afirma que os desligamentos se baseiam em registros de inatividade nas máquinas corporativas, em alguns casos, períodos de quatro horas ou mais de suposta ociosidade – afirma o diretor do Sindicato e bancário do Itaú, Maikon Azzi na nota à imprensa.

– O Itaú Unibanco realizou hoje [segunda-feira] desligamentos decorrentes de uma revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada. Em alguns casos, foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança, que são inegociáveis para o banco. Essas decisões fazem parte de um processo de gestão responsável e têm como objetivo preservar nossa cultura e a relação de confiança que construímos com clientes, colaboradores e a sociedade – ressalta o banco em nota.

Mais cedo, o sindicato havia soltado comunicado “condenando” os cortes feitos pelo banco, mas sem falar em número de demitidos. As demissões movimentaram as redes sociais nesta segunda-feira.

Ao todo, o Itaú tem 95,7 mil funcionários nos países onde opera. Desse total, 85,8 mil são só no Brasil.

*AE

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