Dino ironiza os EUA: “Tuíte ou Mickey não mudarão julgamento”.

Ministro do STF afirmou que o Supremo está cumprindo seu papel de aplicar a lei ao caso concreto.

Flávio Dino, ministro do STF Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

Nesta terça-feira (9), durante seu voto no julgamento da suposta tentativa de “golpe de Estado”, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ironizou o governo do Estados Unidos (EUA). O magistrado afirmou que a Corte não será influenciada por um “tuíte de alguma autoridade” estrangeira ou pelo “Mickey”, personagem da Disney.

Em seu voto, Dino decidiu pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus na ação.

 

– Esse é um julgamento absolutamente normal em relação aos critérios consagrados pelos legisladores, e o Supremo está fazendo o seu papel: aplicar a lei ao caso concreto. Seria indesejável que alguém se intimidasse por ameaças ou sanções. Será que as pessoas acreditam que um tuíte de um governo estrangeiro, vai mudar o julgamento no Supremo? Será que alguém imagina que um cartão de crédito, ou Mickey, vai mudar o julgamento no Supremo? – indagou.

– Nós estamos aqui fazendo o que nos cabe, cumprindo o nosso dever. Isso não é ativismo judicial, isso não é tirania, não é ditadura. Pelo contrário, é a afirmação da democracia que o Brasil construiu sob o pálio da Constituição de 88 – afirmou Flávio Dino.

Por Henrique Gimenes

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