Nos EUA, empresários recebem reposta: ‘Façam lobby em Brasília’.

Secretário-adjunto reforçou que tarifaço imposto por Trump é político.

Antonio Ricardo Alvarez Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, orientou nesta quarta-feira (3) que representantes da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) façam lobby em Brasília para tentar resolver impasses políticos relacionados ao comércio entre Brasil e Estados Unidos. A recomendação foi feita durante encontro com a comitiva brasileira nos Estados Unidos.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, Landau afirmou que “as tarifas são políticas” e derivam de decisões do Judiciário americano sobre empresas e cidadãos dos EUA.

Alban acrescentou que, embora Landau não tenha citado diretamente “big techs”, ficou claro que se referia às decisões envolvendo essas empresas.

– Em nenhum momento Landau falou em nomes da política partidária. As questões políticas são mais relacionadas às censuras das empresas americanas – disse Alban.

A missão da CNI ao país norte-americano teve como objetivo avançar nas negociações e minimizar impactos de tarifas sobre produtos brasileiros. A viagem incluiu a audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que investiga mecanismos brasileiros como o Pix e a venda de produtos falsificados na rua 25 de março, acusados de prejudicar empresas americanas.

No evento, o embaixador Roberto Azevêdo, consultor da CNI e ex-diretor-geral da OMC, defendeu que o Brasil não adota medidas deliberadas para prejudicar os EUA.

 
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