Presidente da CPMI do INSS promete apuração apartidária.

Senador Carlos Viana deu declaração no início dos trabalhos do colegiado nesta terça-feira.

Cúpula da CPMI do INSS, com o presidente Carlos Viana ao centro Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

“Devemos nos comprometer com um trabalho de investigação profundo e apartidário”. Foi com essa declaração que o senador Carlos Viana (Podemos-MG) abriu, nesta terça-feira (26), os trabalhos da CPMI do INSS, instalada no Congresso para investigar fraudes bilionárias envolvendo descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.

Na primeira sessão, os parlamentares aprovaram as normas de funcionamento do colegiado e definiram a cúpula da comissão: Duarte Júnior (PSB-MA) foi escolhido vice-presidente em acordo entre base e oposição. O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), por sua vez, assumiu a relatoria, avisando que será “duro e implacável” contra todos os envolvidos, independentemente do governo.

A CPMI nasce cercada de expectativa em busca de punição aos envolvidos no escândalo envolvendo entidades associativas que teriam descontado ilegalmente ao menos R$ 6,3 bilhões dos benefícios de aposentados e pensionistas entre os anos de 2019 e 2024.

As reuniões da CPMI estão marcadas para acontecer sempre às segundas e quintas-feiras, em dias alternativos às sessões de Plenário, em uma tentativa de evitar manobras políticas do governo que possam atrasar os trabalhos.

Por Paulo Moura

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