Ex-ministros e ex-presidentes do INSS serão ouvidos em CPMI.
Convocações serão votadas nesta terça-feira.
A Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa nesta terça-feira (26) já com ministros da Previdência dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dez ex-presidentes do INSS na mira.
Na pauta, deputados e senadores votarão se vão aprovar a convocação do ex-ministro Carlos Lupi, que chefiava a pasta quando a crise que envolve descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões explodiu.
O ex-ministro foi alvo de convocação, mas os senadores reprovaram a convocação dele ao colegiado.
No começo do mês de agosto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou a existência de indícios de envolvimento do ministro da Casa Civil, Rui Costa, em crimes praticados na compra desses respiradores durante sua gestão como governador da Bahia.
A oposição definiu a convocação de ministros desde a era Dilma e dos ex-presidentes do INSS como uma de suas prioridades. No total, estão na pauta dez requerimentos para a convocação de ex-presidentes do INSS – eles presidiram o instituto entre 2012 e 2025.
– Lindolfo Neto de Oliveira Sales, presidente entre 2012 e 2015;
– Elisete Berchiol da Silva Iwai, presidente entre 2015 e 2016;
– Leonardo de Melo Gadelha, presidente entre 2016 e 2017;
– Edison Antônio Costa Britto Garcia, presidente entre 2018 e 2019
– Renato Rodrigues Vieira, presidente entre 2019 e 2020;
– Leonardo José Rolim Guimarães, presidente entre 2020 e 2021;
– Glauco André Fonseca Wamburg, presidente interino em 2023; e
– Alessandro Stefanutto, presidente entre 2023 e 2025, momento em que veio ao público a informação sobre os descontos.
Todos esses requerimentos foram apresentados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Gaspar disse que pretende fazer um trabalho técnico que reflita o espírito da maioria da CPI e que agirá em busca de quem deu “suporte político” para as operações fraudulentas.
O governo escalou uma tropa de choque e acredita ter maioria no colegiado para barrar convocações como a do irmão de Lula, o Frei Chico, que é dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma das entidades que fizeram descontos em benefícios de aposentados do INSS e foram citadas nas investigações para apurar fraudes.
– Eles vão ter que colocar as digitais para bloquear. Vai ficar feio. Se tiverem a maioria e bloquear requerimentos, vai revelar qual era o interesse deles em ter o comando da CPI. Vai ficar feio – disse o senador Eduardo Girão (Novo-CE).
Oposicionistas também projetam que essa CPI pode ter impacto na eleição presidencial de 2026.
Já o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), autor do requerimento da CPMI, disse que a oposição quer ouvir todos, “inclusive o irmão de Lula”.
– Sou titular da comissão e tenho quase mais de 200 requerimentos para apresentar. Tem muita gente para ouvir e vários sindicatos – afirmou.
*AE

